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Bom Dia! domingo, 19 de novembro de 2017

Volta
Do espírito da coisa: um cálculo de graça
Karin de Paula
184 págs., 2008 - Cód. 278-0
ISBN: 85713727801

Resumo
Como exigir a apropriação de um psicanalista? Karin de Paula, em sua condição de autora, diz ao que veio por vias precisas que não cessam de deixar vestígios de um olhar particular e um tanto perturbador sobre a vida, suas produções e efeitos. Não seria a própria sagacidade do criador um dom maior para enfrentar o dizer de forma pulsante? Ao se deixar tomar pelo desejo que a habita, a autora conquista a própria presença do vazio, a perda, numa brevidade exitosa que faz valer certa experiência maior do símbolo da palavra. O que equivale dizer que o homem, ao encontrar sua humanidade na medida em que insiste em buscar o impossível, se dá a ver com um cálculo de graça: inscreve realizações extremas vividas na fantasia, no limite da sua existência e de seu universo simbólico. Nesta obra, a autora aborda a morte pelo referente, pela perda do objeto, numa aposta que é anteparo para a cativação. A graça não se encontra no riso inesperado que o chiste promove, mas diz de uma possibilidade de quebrar, de engendrar um movimento próprio, de destruir o objeto para que se possa passar de uma condição a outra. Desta forma, a autora lança a importância do fator político muito além da perda articulada na questão desejante do sujeito. Que a morte nos pegue vivos! Tal aforismo apropriado ao longo de seu trabalho revela um desejo que participa da estrutura do enigma, numa composição discursiva não declarada que traz um ponto de decifração. O sujeito, ao dar o ar da sua graça, da sua presença, promove o riso, pois para acessar seu universo simbólico vai ser preciso que ele fale! Ao falar, o sujeito passa a fazer parte da infelicidade comum que habita o laço social, uma vez que, advertidos por Lacan, “a morte não faz Witz”. Não podemos, portanto, representar a morte – há algo que nunca recobrirá o Real. Mas Karin introduz na posição de aposta-dor um voto extemporâneo, que converge num trunfo premente, uma aposta na experiência da diferença pela diferença celebrada muito aquém do próprio criador. Condensações essas que fazem de seu texto algo forte e presente numa Outra história.
Paula Mantovani

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